ALERGIA AO LÁTEX EM PROFISSIONAL
DA SAÚDE
Nos últimos anos têm-se
observado que alguns indivíduos são mais sensíveis
ao látex, do que outros. Esse tipo de alergia se manifesta
como os outros tipos de alergia, ou seja, existe uma causa
genética somada a um fator ambiental.
Neste tipo de indivíduo é produzido um
anticorpo, denominado IgE, que em uma primeira exposição
ao látex se acomoda em uma célula do organismo.
Todo esse processo pode acontecer na própria pele ou
na corrente sanguínea.
A exposição diária do usuário,
devido ao acúmulo, a produtos de látex com alto
teor de proteína, pode provocar reações
alérgicas que podem surgir desde vermelhidão
até problemas respiratórios.
A intensidade da reação depende do grau de sensibilidade
do individuo e quantidade de alérgeno do látex
ao qual o individuo está exposto.
O descaso em relação aos sintomas mais comuns
das alergias ao látex pode-se transformar em uma doença
ocupacional irreversível, em um curto espaço
de tempo, impossibilitando, em muitos casos, o retorno do
indivíduo a sua profissão. O uso continuo e
rotineiro de luvas (com alto teor de proteína) para
se proteger e proteger os pacientes, tem tornado comum este
tipo de alergia.
Com o surgimento de novas doenças e novas normas de
segurança e higiene na área médica, os
profissionais da saúde passaram a usar com mais freqüência
as luvas de látex. Também em outras áreas
tais como: estética, donas de casa, restaurantes, etc...,
com isso aumentou o aparecimento das alergias ao látex.
Com isso houve também o incremento da indústria
de luvas, só que muitas vezes sem qualidade e sem controle
de sua toxidade.
Além de tudo, não são respeitados os
níveis de proteínas que são suportados.
Em estudos efetuados pelo Rubber Institute of Malaysia e University
of Tempere, Helsink, um principal Centro de Pesquisas em reações
alérgicas, que níveis abaixo de 100 µg/grama
de material de luva, 90% dos usuários que são
sensíveis ao látex, não apresentaram
reações alérgicas.
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