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A tradicional fábrica
LEMGRUBER, há mais de
60 anos no mercado brasileiro, tem uma história de
muito trabalho e dedicação de uma família.
Tudo começou com a iniciativa de Áttila LEMGRUBER
Portugal que em 1937 embrenhou-se na Amazônia para
conseguir obter o látex para industrialização.
Transformou sua fazenda no Rio de Janeiro na primeira indústria
no Brasil a fabricar artefatos derivados do látex,
a história brasileira passou a estar intimamente
ligada a essa matéria prima.
Em 1939, depois de fazer várias
pesquisas e testes, finalmente Sr. Áttila fundou
a LEMGRUBER.
O Primeiro produto a ser fabricado foi o preservativo de
látex, o que causou uma enorme oposição
da Igreja na época.
Em 1941, tendo uma visão do mercado futuro, a LEMGRUBER
iniciou sua linha de produção de LUVAS CIRÚRGICAS.
A LEMGRUBER chegou a
ter mais de 150 produtos em suas linhas de produção:
de luvas a brinquedos, uma enorme gama de opções.
Por volta de 1958 aparece o PLÁSTICO,
que representou um forte concorrente para borracha, o que
obrigou a LEMGRUBER a reduzir
a sua produção em 10 % dos produtos fabricados
e buscar sua especialização. Mas, o Látex
tem uma grande vantagem sobre o plástico, ele é
o único produto do mundo 100 % elástico, e praticamente
indestrutível apesar de ser BIODEGRADÁVEL, o
que não ocorre com o Plástico. Devido a este
fator muitos produtos obrigatoriamente são feitos de
Borracha Natural, como por exemplo, pneus de avião
e Luvas Cirúrgicas.
Com o aparecimento do plástico,
a LEMGRUBER se reestrutura
passando a ter uma característica mais profissional,
mais empresarial, voltada para área médica.
Na década de 60 a LEMGRUBER
passou por três acidentes muito sérios, mas
a força de um ideal foi maior e serviu para que a
marca LEMGRUBER se tornasse
ainda mais forte. Na época da Revolução
de 1964, a Fábrica foi tomada por comunistas e logo
depois recuperada. Mas a década de 60 foi marcada
principalmente por três acidentes:
1. O Rompimento das barragens da represa,
que inundou totalmente a fábrica que só foi
recuperada graças à ação da
comunidade que se mobilizou para que a LEMGRUBER
pudesse voltar a funcionar.
2. A Sede da Fazenda era famosa por ter
pinturas de renomados artistas franceses. O seu sótão
era utilizado como depósito para toda a produção
da LEMGRUBER. Pois bem, todo
este estoque incendiou, e acabou também toda a sede
e suas reconhecidas obras de arte.
3. Uma forte tromba d'água inunda
toda a fábrica e a LEMGRUBER
se vê obrigada mais uma vez a recomeçar do
zero.
Na década de 70, a LEMGRUBER
inicia o seu processo de modernização; é
o final do processo manual. Desenvolve soluções
próprias investindo nos seus próprios pesquisadores
e engenheiros. Começa a fazer também um excelente
trabalho de divulgação através da televisão,
fortalecendo ainda mais a marca LEMGRUBER.
Nos anos 80, com o surgimento dos primeiros casos de AIDS,
a LEMGRUBER, passou a investir
ainda mais em suas pesquisas para fazer luvas com o mais
alto controle de qualidade. Começa também
a entrada de multinacionais no mercado brasileiro, a LEMGRUBER
dedica-se ainda mais a produzir o que há de melhor
na área cirúrgica, pois a competitividade
aumentou muito. Mas, pela primeira vez desde sua fundação
a LEMGRUBER perde a liderança
do mercado. Nesse mesmo período, na Europa, fecham
quase todas as fábricas de látex.
Na década de 90, dois acontecimentos marcaram muito:
1. A abertura de mercado com redução
de alíquotas de importação
2. A Malásia, nesse mesmo período
deu início ao seu projeto Malásia 2000, que
visava em 10 anos parar de exportar o Látex como
matéria prima e exportar os seus produtos já
manufaturados.
A LEMGRUBER, por sua vez, procura
cada vez mais moderniza-se e transformando toda a sua linha
de produção para 100% automática. Alia-se
a isso o boom da AIDS, que faz com que surja o que veio
para fortalecer o conceito dos descartáveis. Com
a nova relação de maior produção
e menor custo a LEMGRUBER restabelece
a competitividade e retorna a LIDERANÇA DO MERCADO.
A LEMGRUBER, visando manter
seu alto nível de qualidade e controle, promove à
associação com asiáticos para intercâmbio
tecnológico. Os Asiáticos (principalmente
a Malásia, é o mais desenvolvido de todos)
são o principal Centro de Tecnologia em pesquisas
do Látex.
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